domingo, 16 de maio de 2010

Audiência de internet e mídias sociais


Palestrante: José Calazans
IBOPE Nielsen Online
Uso da internet/redes sociais no Brasil
















Pesquisa NETRATINGS

É realizada em 10 países: Brasil, EUA, Japão, Austrália, Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Suíça.

É a pesquisa online mais importante do mundo!
No Brasil, são 20.000 pessoas monitoras.

Procedimento: instala-se o software na máquina da residência; toda informação gerada vai para um banco de dados da Ibope Nielsen, gerando pesquisa e depois, análise.

Nos Estados Unidos os usuários são pagos para serem pesquisados, porém, aqui no Brasil é proibido. Portanto, os pesquisados recebem assinatura de revista, jogo de panelas, presente no aniversário etc. como forma de “gratificação”.

Não existe no mundo monitoramento de computador público
(por exemplo, não é possível monitorar computadores de bibliotecas e cyber cafés porque não há perfis únicos de usuários)

Últimos resultados da pesquisa NetRatings:

  • 67,5 milhões têm acesso à internet de casa, trabalho, escola e lugares públicos como lan house (dados do ltimo trimestre de 2009)
  • 47 milhões têm acesso de casa e do trabalho (dados de março de 2010)
  • 42,6 milhões têm acesso de casa (dados de março de 2010)

O país onde o uso de internet mais cresce é no Brasil
Nos últimos 6 meses, o número de usuários cresceu 7% e chegou a 37,9 milhões!
O Brasil tem o maior tempo de uso da internet (índice de tempo médio de uso) entre os países pesquisados!

71 horas, 14 minutos e 32 segundos conectados em um mês

(por exemplo, os Estados Unidos utilizam 60:25:07)


  • Classes C, D e E já superam classe AB
  • Juntas é maior que AB
  • A tendência para os próximos anos é que a internet se popularize ainda mais
  • A grande maioria das classes C, D e E usam a internet em lan houses, porém este número vem caindo visto que os preços dos computadores vêm se tornando mais baixos, há possibilidade de fazer financiamentos e milhares de facilidades na hora de pagar.

O Brasileiro usa mais internet que o americano e o japonês
POR QUE?
Por que temos uma internet veloz? Não! (A Suíça sim! 90% da população possuem internet da melhor que há!).
Já os brasileiros? A grande maioria das pessoas utiliza da mais lenta que existe! O índice de pessoas que possui internet banda larga no Brasil é baixíssimo.
O Brasil e o Chile tem índices maiores de navegação em casa, o que significa uma oportunidade para os anunciantes já que as pessoas passam mais tempo navegando em cada site.
Os brasileiros usam mais a internet que os outros devido ao tipo de consumo dessa internet. Os brasileiros usam muito mais Orkut e MSN!

  • Mais de 70% dos internautas vão ao Orkut 1 vez ao mês
  • Mensagens instantâneas 30,6 milhões de usuários
  • 12,7 bilhões de minutos conectados

Em alcance o Orkut é maior no Brasil que

o Facebook nos EUA



Games sociais explicam o forte uso do Facebook em outros países. Por exemplo, o Farm Ville é o aplicativo mais utilizado no mundo!

Porém, brasileiros no Facebook preferem as mensagens aos joguinhos!
Empresas já investem nos aplicativos “advergames” (aplicativos patrocinados, uma tendência).

Outra novidade na rede:
Formspring.me

Uma nova rede social que permite que as pessoas questionem o usuário (como quiserem) e aguardem a resposta, como forma de conhecer melhor as pessoas.
O uso deste novo website está aumentando entre as pessoas mais jovens. Brasileiro gosta de novidades! E agora as agências estão descobrindo o Formspring.me como forma de fazer publicidade!

Modelo de negócios para informações 
específicas
Pode-se comprar uma análise , que é comparada com a dos concorrentes (a maioria das pessoas que opta por esse modelo de negocio é assinante. As agências querem os dados (números) e as empresas querem a análise completa. Os clientes podem ser tanto assinantes como veículos.
Hoje o IPOBE já consegue mensurar as citações positivas, negativas e ainda cruzar informações entre comunidades.


GRUPO 9: ARY RIBEIRO, BRUNA PEREZ, CAMILA DE CASTRO, LARISSA MORAES , RENATA LAUDISIO

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O novo desafio da Microsoft na rede



Na última quarta-feira, dia 5 de maio de 2010, contamos com o palestrante Marcelo Russomano, Gerente de Vendas da Microsoft Advertising e Presidente do Comitê de Veículos (IAB). Antes de explicar exatamente o que essa divisão da multinacional faz, Marcelo começou apontando o grande negócio que é a internet hoje. Um exemplo disso é a representatividade que ela ganhou nas vendas de empresas de bens de consumo. A Nike no Brasil, por exemplo, tem como segundo maior canal de distribuição a Netshoes, uma das maiores comerciantes online de artigos esportivos.
Essa mudança que vem ocorrendo nos últimos anos afeta claramente o mercado publicitário, que hoje fatura em torno de 22 bilhões de reais, cresceu 138% em oito anos, 7% em relação ao ano passado. Tais números nos ajudam a mostrar que a internet não pode ser deixada de lado. É um meio que não só pode gerar altíssimo conhecimento como pode fazer as empresas obterem maior interação com o consumidor e levá-los a efetuar a compra através do próprio meio. Evidentemente que isso não é nenhuma grande novidade; basta olhar as grandes campanhas 360 realizadas por grandes empresas nos últimos anos ao redor do mundo.
No Brasil, já somos quase 70 milhões de internautas, o quinto país com maior número de conexões na internet. 27,5 milhões acessam regularmente a internet de casa, número que sobe para 36,4 milhões se considerarmos também os acessos do trabalho. 38% das pessoas acessam a web diariamente. Poderíamos ficar dando milhões de dados que demonstrariam a tamanha grandeza desta rede, mas o ponto que deve ser tocado é o esse novo panorama significa para o  mercado publicitário.
Para alguns países do mundo, isso significa muito. Já para o Brasil, nem tanto. Apesar de todo o potencial e relevância deste meio, o que vemos é um investimento pouco representativo se comparado aos veículos tradicionais. Enquanto nos Estados Unidos empresas já reconhecem a importância das ferramentas oferecidas pela internet, no Brasil vemos uma concentração dos investimentos em mídias tradicionais, especialmente na TV aberta - 61% da verba é destinada a esse meio, deixando a internet com apenas 4%. Se considerarmos a rentabilidade dos meios, fazendo uma relação do faturamento total de certo canal de divulgação com sua penetração, verificamos que há uma baixa percepção de valor dos anunciantes em relação à internet: em um ano, um telespectador representa R$70 para o faturamento da televisão, enquanto um internauta significa R$8 para os investimentos online.
A Microsoft foi uma empresa que entendeu que, no mercado de publicidade, a tecnologia faria a diferença. Os softwares começaram a ter cada vez mais importância nesse contexto, e como eles já fazem isso há muito tempo, abraçaram essa oportunidade e fizeram uma série de investimentos para se chegar ao que hoje se é a Microsoft Advertising, um braço da empresa que abrange os mais diversos tipos de serviços de divulgação na internet.

Tudo começou em 1995 com o conhecido software MSN (Microsoft Nerwork), que inicialmente foi criado como uma plataforma de comunicação interna da empresa. Não demorou muito para que o programa transbordasse os limites da multinacional e se tornasse um dos mais famosos meios de comunicação da atualidade, que, apesar de hoje se chamar Microsoft Messenger, ainda é conhecido pelo seu nome original. Foi ele a porta de entrada para a empresa de Bill Gates ao mundo da propaganda.
É claro que apenas o MSN não seria o suficiente para que a Microsoft pudesse entrar com a competitividade desejada em um mercado tão promissor, por isso passou a investir fortemente nessa atividade, fazendo aquisições de empresas nas mais diversas modalidades de publicidade na internet, aumentando o seu portfólio e atingindo os mais diversos segmentos na rede.

Sabemos que o consumidor passa por algumas etapas principais desde o reconhecimento da necessidade até o momento em que ele efetua a compra. A Microsoft Advertising possui soluções para as etapas de Awareness, Consideration, Trial, Purchase e Loyalty, ou seja, procura atuar na maior parte da aquisição de consumidores por uma empresa. Nestas cinco etapas a Microsoft tem vantagem competitiva por possuir veículos de grande abrangência e relevância (o MSN.com recebe, diariamente, mais de 10 milhões de visitas) e ser capaz de segmentar o perfil dos visitantes por hábito de navegação, que são obtidos através dos cruzamentos de dados entre os cookies presentes nos computadores. Por fim, suas soluções permitem que o anunciante consiga traçar a sua estratégia por CPM (custo por mil) ou CPC (custo por clique) e ajudam a conquistar a lealdade do impactado através de ações direcionadas àquele perfil. Por possuir serviços que possuem alta interação com os usuários, a Microsoft capacita seus anunciantes a gerar engajamento com o consumidor.
Marcelo concluiu a apresentação reforçando o grande desafio da internet para a sua expansão, como a busca por reconhecimento perante os meios tradicionais e o crescimento horizontal e vertical da oferta, que disputa por um investimento publicitário que não cresce na mesma proporção.


CSO6B
Bernardo Brugnara
Camila Ximenes
Júlia Sabia
Rafael Freitas

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E.Life- Monitorar no mundo de hoje é preciso.

A professora Ana Lúcia trouxe para gente duas pessoas para falar sobre o monitoramento e análise das mídias sociais, o Guilherme e a Andréa. Eles trabalham na E-life, que tem um histórico bem interessante! A empresa começou em um trabalho acadêmico do Alessandro Lima, como tema de mestrado da ECA, o vírus do bem. E hoje é a empresa brasileira líder na monitoração e análise da mídia gerada pelo consumidor na internet.


Mas por que uma empresa gostaria de monitorar o que seu consumidor fala sobre ela na internet? Por que alguém contrataria a E-life? Primeiramente é importante citar que existem hoje no Brasil cerca de 63 milhões de usuários de internet. Alguns acessam a internet para procurar sobre determinada empresa ou produto, outros para elogiar e muitos para criticar também. Os consumidores são advogados da marca e portanto, gostam de se expressar, exemplos disso são blogs criados para criticar marcas, comunidades do Orkut que demonstram adoração por determinado produto, etc.


Portanto, empresas procuram a e-life para: saber como sua marca está sendo avaliada por seus consumidores ou potenciais consumidores, criar uma relação de proximidade com seu consumidor, analisar tendências e principalmente criar novos insights para sua comunicação mercadológica. A internet é “pá-pum”, fazendo a informação se propagar ligeiramente e portanto, atingindo muitas pessoas. Esta rapidez pode ter um efeito arrasador quando se fala “mal” de uma determinada marca ou quando se espalha um vídeo erótico, como o da Daniela Cicarelli. A E-life acompanha essa rapidez, possuindo ferramentas que monitoram todas as mídias sociais, auxiliando seus clientes a utilizar a internet “a seu favor”.


O Guilherme e a Andréia citaram alguns exemplos do trabalho que vem sendo realizado pela e-llfe. Um exemplo extremamente interessante foi um case da Kimberly Clark. O cliente queria saber o que falavam sobre fraldas na internet. Foi encontrado um site, ligado ao Facebook que se chama Circle of moms que possui 5 milhões de usuárias ativas. Você conhece este site? Não? Nós também não conhecíamos. E provavelmente a Kimberly Clark nem sabia da sua existência. Mas ele é extremamente relevante para as mães e portanto, foi muito importante para a Kimberly saber que este site existe e ter a chance de monitorar seu público-alvo e a avaliação que sua marca possui junto a este público.


Obviamente nem tudo são flores. A E-life não consegue obter dados sócio-demográficos como em uma pesquisa Nielsen, pois o universo da internet é incontrolável, ou seja o cliente pode ter dúvidas quanto a eficácia do serviço oferecido pela E-life. Mas por que esta empresa vem crescendo tanto? Porque o mundo está acompanhando o crescimento da internet e as marcas sentem os efeitos positivos e negativos da mesma. Por isso, monitorar o que “falam da sua marca” na internet, pode ser considerado vital no mundo de hoje, pois é preciso saber o que seus consumidores falam sobre você.

Monitorar as mídias sócias é estar próximo do seu consumidor, utilizando suas críticas e elogios, para criar, mudar e inovar...

ADVERGAMES

Advergames, o jeito divertido de anunciar.

Na ultima quarta-feira, dia 28 de abril, tivemos uma palestra sobre advergames. Para essa tarefa foi escalado Fernando Chamis, sócio-diretor da produtora de jogos Webcore Games (http://www.webcoregames.com.br).
O nome já entrega, advergames é o que temos quando somamos games com advertising. Mas as vantagens que essa ferramenta nos proporciona fogem do óbvio. Por exemplo, o tempo de exposição com a marca é bem superior ao de um anúncio impresso ou um filme de 30 segundos. A média do tempo gasto com um game casual pode variar de 4 à 30 minutos.
Outra vantagem é a boa vontade que o público geral tem com os games. Pesquisas mostradas pelo palestrante indicaram os advergames como o tipo de intervenção que mais agrada os consumidores. Seja criando um novo jogo ou pegando carona em algum já existente. Em sua campanha eleitoral, o atual presidente dos Estados Unidos da America, o senhor Barack Obama, não perdeu a oportunidade de marcar presença onde uma considerável parcela de eleitores estaria.



Utilizar jogos na sua estratégia de comunicação não é mais privilégio apenas de marcas com o perfil jovem. O perfil das pessoas que jogam algum tipo de jogo casual no seu dia-a-dia não é tão limitado quanto se imagina. Pessoas de todas as idades, independente do sexo (45% das pessoas que jogam são mulheres) estão dispostas a gastar alguns minutos do seu tempo em um jogo divertido. A prova disso são os incríveis números do jogo mais popular do facebook, 31 milhões de pessoas jogam Farmville pelo menos uma vez por dia. Contando as pessoas que jogam pelo menos uma vez por mês, esse número sobe para 80 milhões.
No Brasil o mercado para produtoras de games ainda deve crescer muito. Agencias do país estão reconhecendo cada vez mais a importância desta ferramenta. Oferecendo diversão e entretenimento através de um jogo, uma marca pode melhorar sua imagem e chamar mais atenção. A Rexona grande sucesso com o game Rexona X Race (http://www.rexona.com.br/xrace/). Além de muito bem feito, o jogo incorporava totalmente o espírito do resto da campanha, apresentada também em filmes e anúncios impressos.



http://www.youtube.com/watch?v=IzVmqZmsO5I

Os dois melhores jogadores ainda ganharam o direito de competir em uma prova real. O jogo fez tanto sucesso que continuou online mesmo após o término da promoção.
O mercado de advergames no nosso país ainda está caminhando, mas será em breve uma parte importante no plano de comunicação das grandes marcas.

Fernando Puertas
Rafael Dempsey

Mobile Marketing - Palestra Terence Reis [Atualizada]

Quando surgiram os primeiros celulares, esses aparelhos pareciam ter saído de um filme de ficção científica, e eram vistos como artigos de luxo, utilizados somente por gente de carteira gorda e profissão importante. Cerca de dez anos depois, o celular se tornou não só em uma necessidade básica do cotidiano, como também impulsionou o estilo de vida flexível que vivemos atualmente. Hoje em dia, quem não possui um celular? Mais do que uma simples ligação, hoje podemos tirar fotos, escutar músicas e acessar a internet, tudo através de um pequeno aparelho que cabe no bolso.
A tendência da mobilidade está cada vez mais presente em nossa época, e num cenário como esse, seria ingênuo pensar que o marketing não identificaria esse comportamento sem buscar formas de interagir com os usuários dessa tecnologia.
Quem veio nos falar sobre isso foi Terence Reis, que nos apresentou algumas possibilidades na plataforma Mobile. A tecnologia já está muito bem desenvolvida, já passou por diversas etapas de evolução, mas só agora as empresas começam a entender a função estratégica de tais ferramentas e como elas podem beneficiar seus planejamentos de comunicação. Assim, campanhas mais completas, integradas, entram em cena, entregando conteúdos mais relevante para o público-alvo tornado-se o Santo Graal da comunicação  do Século XXI.



Podemos inferir a relevância dessa nova plataforma com base no report de Abril do instituto americano de tendências Trend Watchin, que divulgou que as empresas cada vez mais buscam agregar diferentes tipos de serviços aos seus produtos, ajudando as pessoas a viverem suas rotinas, porém onde a marca seja relevante e não só um simples objeto de venda ou o já ultrapassado conceito de “estilo de vida”  pensando que seu consumidor irá seguí-lo

A palestra se tornou extremamente relevante para seus expectadores pois Terence apresentou várias ferramentas de como as marcas se relaciona nessas nova plataforma:
Bluetooth, SMS, Mobile Web, Aplicativos, Realidade Aumentada, Torpedo de Voz, QR Code, Geolocalização.
Um ponto que vale resaltar sobre as novas tecnologias é de como é dado o acesso a elas. Não são todos os aparelhos que possuem ou suporta aplicativos, Bluetooth e tem  capacidade para leitura de Qr Code etc, Mas como podemos ver através de sites especializados e revistas do meio, cada vez mais os celulares inteligentes estão ganhando força, a participação deles em diversos mercados do mundo, principalmente os desenvolvidos já é relevante e forma um grupo em potencial para ser atingido grande. Todas as grandes fabricantes de celulares (Nokia, Motorola, RIM, Samsung, LG, Sony Ericsson) já têm diversos aparelhos que suportam tais tipos de tecnoliga e o setor prevê que até o final deste ano será possível comprar um bom smatphone por menos de R$500, o que incluirá grande faixa da população no universo de possíveis compradores.

Você sabia que o mobile-marketing surgiu na Europa?
 Em nosso estudo não encontramos precisamente onde, nem quando a primeira campanha foi realizada. Porém, sem dúvida um dos países pioneiros nessa tecnologia foi a Espanha, de acordo com Fernando Román, autor do livro “Mobile Marketing: A Revolução Multimídia”. Nesse livro ele cita uma campanha da Coca-Cola na Espanha, em 1996, que premiou consumidores com pagers (aquele mesmo, o famoso e antigo Bip, lembra?). Foram mais de 300 mil pagers distribuídos, um sucesso que não conseguiu suprir toda a demanda. Esses aparelhos permitiram à Coca-Cola enviar informações sobre as promoções da empresa. Havia se criado então, um novo canal de comunicação com o consumidor, e de domínio exclusivo da Coca-Cola, ainda que fosse muito limitado em conteúdo e interatividade. O interessante dessa história, é que quando essa campanha foi lançada a Coca-Cola ainda nem tinha sua página na internet espanhola, e foi só em 2000 que a empresa lançou a primeira campanha que integrava o celular à Web.
Sendo assim, a geolocalização, exemplificada na palestra com a rede social Foursquare [LINK http://foursquare.com/], será cada vez mais acessível às pessoas e, portanto, mais interessante para as marcas atuarem e entregarem conteúdo e benefícios mais relevantes, assim como as outras ferramentas.
Para se ter uma noção de como as marcas já atuam na plataforma móbile de Apps com iPhone, BlackBerry, Android e Palm um spreadsheet com todos os branded Apps. Para mais referências sobre Mobile Marketing acesse www.mobilepedia.com.br e www.mobilenews.com.br, sites dedicados exclusivamente a artigos e notícias sobre essa nova plataforma. Aqui e aqui dois vídeos clássicos sobre a evolução da tecnologia, sendo que o segundo dá maior foco à convergência.
A mobilidade é rápida e ágil. Vive em constante evolução. Nossas vidas se tornam móveis, casa dia mais. E é bom ficar atento, para de repente, não ficar parado. 


GRUPO: Felipe Plato, Gabriel Felipe, Gustavo dos Anjos, Leandro Peralta e Senino Júnior

Desafios e trunfos da TV

A grande sobrevivente. Assim a revista britânica The Economist define a televisão em um especial de 14 páginas sobre o tema na edição de 1º de maio. Enquanto jornais sofrem para se adequar à era da internet e sofrem mais ainda com as previsões pessimistas de sua morte em um futuro próximo, a TV parece ter conseguido passar incólume pela ameaça representada pela rede mundial de computadores. Pelo contrário, ela viu na internet uma plataforma de integração para seu conteúdo.


Hoje, programas de calouros como o Britain´s Got Talent – que revelou a cantora sensação Susan Boyle e já chegou a atrair 68% do público britânico em uma única noite – e o American Idol se alimentam da rede. Seu público distribui vídeos pelo YouTube, envia mensagens instantâneas pelo Twitter e discute os candidatos e as eliminações pelo Facebook.

Preguiça
No ano passado, o número de assinaturas de TV a cabo nos EUA aumentou em mais de dois milhões. No último trimestre de 2009, constatou-se que o americano médio gasta quase 37 horas por semana na frente da telinha. A final do campeonato de futebol americano, no início deste ano, bateu recorde ao atrair a atenção de 106 milhões de telespectadores. Na Índia, o crescimento da TV paga foi tão grande nas duas últimas décadas que o país passou de dois canais, em 1990, para mais de 600, hoje. Segundo a Economist, a televisão é ajudada pelo fato de ser um meio de comunicação ligado à preguiça. Assistir à TV não dá trabalho.

Outro fator importante diz respeito ao caráter social da televisão. Apesar de isolar as pessoas – cada uma em sua casa, na frente de seu aparelho –, a TV serve como ponto em comum. As pessoas gostam de assistir a programas que estão sendo comentados por outras pessoas – e isso é potencializado pela internet.

Competição e adaptação
Ainda assim, ressalta a revista, não é para se enganar: a sobrevivência da TV corre riscos na era da comunicação online. Do mesmo modo que os jornais, ela também compete com a rede por publicidade e público, além de ter o desafio de manter-se em dia com as inovações tecnológicas. O ponto positivo é que, até agora, a televisão conseguiu lidar melhor com as ameaças ao seu redor do que os outros meios.

Uma das principais lições aprendidas por executivos de TV é aceitar as mudanças e se adaptar a elas. Em um primeiro momento, a reação destes executivos aos programas online foi a mesma dos executivos da indústria fonográfica diante do compartilhamento de músicas na rede: convocar os advogados e partir para a briga. Mas rapidamente as companhias de TV passaram a desenvolver alternativas à pirataria. O site de vídeos Hulu, parceria das redes americanas Fox, ABC e NBC, é um exemplo. Mas os executivos notaram que este modelo não trouxe o retorno esperado, e já estão mudando novamente de estratégia – no momento, está em alta o modelo de serviço de vídeo online por assinatura, em que os assinantes da TV paga têm acesso a programas em qualquer outro aparelho.

Comportamento
É forte, entretanto, o hábito de assistir à TV do modo tradicional. Eram grandes as expectativas de que inovações como os gravadores digitais de programação, em que é possível gravar seu programa preferido com um clique do controle remoto, mudariam o comportamento dos telespectadores. Pelo contrário, os números mostram que a ferramenta é usada apenas quando muito necessário.

No Reino Unido, nas casas que contam com uma assinatura da TV Sky com gravador digital, quase 85% da programação é vista em seu horário original. Dos programas gravados, 60% são assistidos com no máximo um dia de atraso. A explicação é que as pessoas querem assistir aos programas quando todo mundo também o está. O curioso sobre os hábitos diante da telinha é que, de acordo com pesquisas sobre o comportamento dos telespectadores, a maioria deles não se dá conta de como age. Questionadas sobre seus hábitos, as pessoas costumam subestimar a quantidade de TV a que assistem.

Inovação
O futuro da televisão é cheio de planos, e grande parte deles envolve as palavras "tridimensional", "interatividade" e "multimídia". O objetivo da indústria televisiva deixou de ser apenas produzir programas de TV, e passou a ser criar e vender marcas. Os programas são o produto mais importante deste processo, mas não são o único. A geração de marcas pela TV não é novidade, mas se tornou mais forte nos últimos anos. Basta ver o sucesso dos programas para adolescentes Hannah Montana, da Disney, e o venezuelano Isa TKM, vendido para mais de 50 países.

Fãs podem comprar toques de celular, vídeos, CDs, mochilas, cadernos e camisetas. São também convidados a entrar nos sites dos programas – muitos deles servem de complemento essencial, como o da série Lost, com dicas sobre a trama e vídeos online com detalhes não revelados na TV. A estratégia, chamada de "transmídia", proporciona uma experiência mais completa ao público.

A promessa da TV em 3D está cada vez mais próxima. Empresas como a Discovery Communications, a BSkyB e a emissora esportiva ESPN já anunciaram planos de lançar canais usando a tecnologia. Produtores de aparelhos de TV e grupos de mídia vêem a experiência de Hollywood como exemplo a ser seguido. Basicamente, já ficou claro que as pessoas estão dispostas a pagar um pouco a mais no ingresso do cinema para assistir a filmes em 3D. Eles esperam também que a televisão tridimensional siga caminho parecido com o da TV de alta definição, que demorou para emplacar, mas finalmente, no ano passado, teve aumento significativo nas vendas. Segundo a companhia de pesquisas Forrester, estima-se que, em 2014, cerca de 71% das casas americanas tenham pelo menos um aparelho de TV de alta definição.

Finalmente, a TV se torna cada vez mais próxima do telespectador através da internet. Um estudo do Council for Research Excellence revelou que os americanos passam mais tempo vendo televisão do que o somatório de surfar na rede, enviar e-mails, assistir a DVDs, jogar no computador, ler jornais e falar no celular. Ou seja, a TV é protagonista. Mas para continuar protagonista precisa ser cada vez mais integrada aos outros meios de comunicação.

Na cerimônia de premiação do Oscar deste ano, 13% das pessoas que assistiram ao evento na TV entraram na internet ao mesmo tempo, segundo a Nielsen. No ano passado, este número foi de 9%. O mesmo ocorreu em outros grandes eventos, como a abertura das Olimpíadas de Inverno e o Super Bowl. Os sites mais visitados nestas ocasiões foram o Google e a rede social Facebook. No jornalismo, a combinação da TV com a internet também tem se provado útil. A emissora al-Jazira, do Catar, mantem um fórum online para debates e reclamações. Já a americana CNN estimula seus telespectadores a fazer parte da programação através do envio de fotos e vídeos pelo site iReport.

Para a Economist, a televisão é, em um mundo de "audiências fragmentadas", o "único verdadeiro meio de comunicação de massa global". "Se há uma indústria de mídia com chance de completar a perigosa jornada rumo ao futuro digital tão saudável como quando começou, é a televisão", resume a revista.

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 4/5/2010. Título Original: The Economist destrincha desafios e trunfos da telinha

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A internet em constante evolução


A palestra realizada na quarta-feira, 14 de abril, com o Antonio Carlos Silveira- diretor de engenharia e desenvolvimento de produtos da Yahoo! serviu para  nos mostrar mais uma vez como a internet está fortemente relacionada com a publicidade.
 “O homem é tão bom quanto seu desenvolvimento tecnológico o permite ser.” As idéias de George Orwell rejuvenescem, ficam cada dia mais atuais e encaixam-se perfeitamente em nosso cotidiano. No entanto, o pensamento que introduz este post não deve ser visto como uma previsão que se concretiza nos dias de hoje. A idéia está mais para uma filosofia de vida adotada pelos seres humanos. Há quem não perceba (a maioria), há quem não entenda nada de tecnologia (a minoria), mas é raro haver quem não adote, mesmo sem querer, a lógica de Orwell e conclua: quanto mais tecnologia, melhor. Se está certo ou errado, se é realmente melhor ou se na verdade regredimos com tanta tecnologia, são questões importantíssimas, mas não serão discutidas neste post. Hoje, falaremos das diversas formas com que essa ânsia por tecnologia nos atinge e como as empresas podem se aproveitar disso.
Comecemos pela última grande barganha feita pelo homem: a da passividade da televisão pela atividade e o poder de decisão que a internet oferece. Com a internet, somos os decisores. Decidimos se vamos clicar em um anúncio e se vamos deixar que aquela mensagem chegue até nós. Por isso, o anunciante só paga pelos clicks realizados. O cliente paga pela performance, pelos resultados. Dessa maneira, também é possível conhecer melhor o target e customizar as ações com que ele deve ser atingido, não impingindo mensagens, mas fazendo com que o consumidor as receba espontaneamente ou até tenha vontade de ir até elas.
Para tanto, as empresas deparam-se com alguns desafios. O primeiro deles é a tentativa de humanizar suas marcas para criar uma maior identidade do consumidor com elas. Um exemplo bem sucedido é o app para iPhone da Nike. Com ele, o fanático pelos tênis pode conhecer diferentes modelos e a história de cada um deles. Outro bom exemplo é o app do Toy Story 3, com o qual o consumidor poderia ver o trailer do filme, conhecer os personagens e se divertir com games.
Tendência é sinônimo de inteligência hoje. Buzzwords ditam as novas regras, mostram as novidades das novidades, aquilo que vai ser notícia, o estilo que vai ser moda, a banda que vai tocar nos próximos meses, e quem fica sabendo disso primeiro se sente mais valorizado do que os meros humanos que ficam sabendo quando já virou mídia de massa.
Outro desafio é falar com o consumidor de uma forma diferente dependendo de onde ele estiver. É um tanto quanto assustador pensar que a ficção de “1984” tornou-se realidade e podemos ser encontrados em qualquer lugar. Mas uma comunicação pode ser ativada no celular do consumidor assim que ele chegar ou passar por um determinado lugar. Assim, a informação chega ao consumidor de uma forma espontânea, no meio de suas atividades diárias.
Existe ainda o fato das pessoas se comunicarem cada vez mais rápido através de mídias sociais. É o que acontece com o twitter. Segundos depois de uma postagem, já existe uma resposta para ela. Isso pode ser muito bom para a empresa, porém perigoso se a ferramenta não for utilizada da maneira correta. Afinal, nunca foi tão importante dar atenção ao consumidor. Ele tem o poder de expressar o que sente para o mundo todo e as pessoas levam em consideração esses relatos na hora de decisão ou no ato da compra. Atualmente  o consumidor é mais bem informado, pesquisa em diversos sites e procura opiniões nas redes sociais antes de tomar qualquer decisão.

Grupo: Cristiane Ozaki, Manoela Valle, Marina Coutinho, Murilo Pocol e Tatiana Lima.CSOS6B